Hoje o sol ficou opaco, e as cores do jardim, não estão tão vibrantes, assim como ontem... Tudo o que brilha, parece fosco ou ofuscante, rir é um desafio, chorar é o meu alívio. Ah, por favor, não me diga que os passarinhos estão cantando lá fora! Me deixe em paz! Me deixe aqui, no meu cantinho...
Por acaso, você sabe o quanto dói ter que soltar a mão de quem se ama? Sabe como é ter parte do seu coração sequestrado pela escuridão? Mas e onde Deus está quando preciso dEle? Onde está o poder que ouço desde criança? Estou solto ao vento?
Por favor, me responda você, já que seus olhos não estão encharcados:
Quer dizer então que Deus sente a minha dor, está sentado ao meu lado, com o braço sobre os meus ombros? Ah, então Ele também enxerga de forma completa, o que a minha mente mortal não me permite ver? E Ele diz que ficará tudo bem, mesmo que eu não enxergue nada além de minha dor? Mas e agora, o que devo fazer?
Entendi, vou sofrer, vou chorar, vou viver o meu luto... Mas isso é tudo?
Não! Devo crer que amanhã as flores serão mais belas do que hoje, a plenitude de tudo o que é bom, de toda a paz e alegria reinarão em mim. Vou crer também que os abraços, os beijos, as boas lembranças, a alegria que vivi foram apenas sementes que serão plantadas e florescerão para sempre, sempre, sempre e sempre...
O mundo ganha cor novamente, quando há esperança. E a esperança tem nome, Jesus Cristo.